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Antártida com a Swan Hellenic: como é a experiência real a bordo de um cruzeiro de expedição

Descubra como é viajar para a Antártida com a Swan Hellenic: travessia do Drake, rotina a bordo, expedições, Polar Plunge e dicas práticas para planejar sua viagem.
21 de abril de 2026 por
Antártida com a Swan Hellenic: como é a experiência real a bordo de um cruzeiro de expedição
Thatiany Guimarães Teixeira
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Para os fascinados por destinos exóticos, a Antártida é o destino da vez. Sim, é possível conhecer este continente remoto e foi a melhor experiência da minha vida.

Meu nome é Thatiany e sou proprietária da Turismo Pelo Mundo Viagens, em Goiânia. Trabalho com Turismo desde 2001 e viajo o mundo atrás de conhecimento e experiências únicas para oferecer o melhor para os meus clientes.

Falarei, neste post, sobre a minha experiência pelas águas geladas da Antártida e detalhes importantes para te ajudar no planejamento da sua viagem.

 

Há duas formas de chegar à Antártida:

- através de cruzeiro de expedição, que foi o que eu fiz e, para mim, a mais incrível, porque temos contato muito próximo com os animais. Os navios são menores e com uma tecnologia impressionante. Dentre estas opções há o Fly the Drake, para quem não quer a experiência de navegar pelo Drake. Mas eu garanto que fazer o Drake faz parte da viagem, já que durante os dois dias de travessia, assistimos palestras sobre a fauna, flora, fotografia, conversamos com a equipe, somos instruídos de como serão os passeios... Porém, logo mais falaremos sobre isso!

- cruzeiros de contemplação: aqueles navio maiores que não têm permissão para se aproximar da Península, impedindo que haja passeios em terra. Ou seja, você passa pelo Drake, sente o balanço do mar e só vê, de longe, a paisagem.


Quando visitar a Antártida?

A temporada é no verão austral, que vai de novembro a março, quando as temperaturas são menos extremas (em média, entre -2°C e 8°C), o gelo se afasta, permitindo a navegação, e a vida selvagem é mais ativa. Este período é ideal para observar pinguins (milhares, por sinal), focas, leões marinhos, baleias e aves marinhas.


 

Não é necessário visto, para brasileiros, mas é importante ter passaporte válido por, no mínimo, 6 meses e seguro viagem. Além disso, a Swan Hellenic, a cia marítima que eu viajei, nos pede um atestado de saúde, assinado pelo médico mostrando que somos aptos a fazer a viagem. Os passeios não são difíceis e há idosos e crianças, a partir de 9 anos, no navio. Porém, é uma medida de segurança da cia.

Por falar em passeios, nós saímos 2 vezes por dia. Eles nos separam em 2 grupos e o grupo A sai no primeiro horário e o B no segundo. Ou seja, no primeiro dia o grupo A sai primeiro nos dois passeios. No outro dia, os horários são invertidos e o grupo A sairá no segundo horário as duas vezes.

 

Nós tivemos a sorte de atravessar o Drake muito calmo, com ondas de até 3m, chamado de Lake Drake e chegamos 6h antes do horário previsto. Isso nos garantiu um passeio a mais. Foi simplesmente perfeito ver o entardecer em meio aos icebergs. Porém, em uma das nossas paradas, que são sempre diferentes, achamos que seria impossível descer, pois nevava muito, o comandante avisou que teríamos que aguardar 20 minutos, pois o tempo estava “virando”. Parecia impossível, mas como uma chavinha, 20 minutos depois, estávamos nós dentro do Zodiac (aqueles botes infláveis extremamente potentes) para fazer o passeio.

Se você não sabe, a passagem de Drake, entre a América do Sul e a Antártida, é famosa por suas águas turbulentas e, para mim, foi o maior medo receio, quando aceite o convite para fazer esta viagem. Eu estava morrendo de medo, tive até pesadelos, mas fui abençoada por travessias maravilhosas e repleta de baleias.

A ida foi mais tranquila do que a volta. Praticamente não senti desconforto. Porém, tomei vários tipos de remédios para enjoo. Eu levei uma farmacinha recheada, mas o navio também fornece, em caso de necessidade. Para quem enjoa muito, existe um adesivo que os gringos usam e parece ser melhor ainda. Eu não usei, mas conversei com algumas pessoas sobre o assunto e todas recomendaram.

É importante estar preparado para possíveis enjoos e ter medicamentos apropriados à disposição. Os navios de expedição são projetados para enfrentar essas condições, mas um espírito de aventura é necessário para lidar com os desafios. Sabe aquela frase: “as dificuldades passam e os benefícios ficam”? Ela super se encaixa numa viagem para Antártida.

Como as condições climáticas na Antártida são imprevisíveis e podem mudar rapidamente, a rota do navio pode ser alterada a qualquer momento e devemos estar preparados nos vestindo em camadas.


As cias nos presenteiam com uma jaqueta impermeável e nos emprestam as botas de borracha para as atividades fora do navio. Por isso, não precisamos os preocupar com calçados para os passeios e devemos levar roupas térmicas, calça impermeável (tipo de esqui), gorros, luvas, cachecóis e óculos de sol com proteção UV, protetor solar, bepantol e muito, mas muito hidratante. As nossas roupas são cuidadosamente aspiradas e analisadas no primeiro dia, para que não transportemos nenhum tipo de grão ou pragas.

Tem o vídeo da troca de roupa


Todos os turistas devem seguir as diretrizes da IAATO (Associação Internacional de Operadores de Turismo da Antártida), que estabelecem normas rigorosas para a preservação do meio ambiente. Isso inclui manter uma distância segura dos animais (se os pinguins vierem na sua direção, pare! A preferência é dele. 😊), não deixar nenhum resíduo em terra, não levar elementos naturais como rochas ou plantas e seguir orientações específicas para a limpeza de roupas e equipamentos. Todos os dias, quando chegamos das expedições, lavamos as botas para que não haja contaminação no navio.

Diariamente antes do jantar, acontece um briefing de como será a programação do próximo dia, as condições climáticas, onde será a parada, horário de saída, se haverá passeio de caiaque, se será um passeio no Zodiac, para avistamento dos animais ou se será em terra.  Posso garantir que é uma emoção a cada reunião e a cada descida!

 

Quero falar um pouco sobre Swan Hellenic e sobre o SH Veja, o navio que eu viajei. Fiz a menor rota e foram 9 dias navegando, mas há outras opções.

A embarcação é projetada para oferecer conforto, segurança e uma experiência enriquecedora enquanto exploramos as regiões mais remotas e intocadas do mundo. A Swan Hellenic é conhecida por suas expedições de aventura sofisticadas, com foco em destinos polares e locais fora do comum, proporcionando uma experiência única.

O Vega tem capacidade para 152 passageiros e não tem nada de sofisticação. Inclusive, se você procura luxo, não é esta a escolha que você deve fazer. Talvez, eu te oferecesse o Senic Eclipse, que é bem mais luxuoso. Contudo, o Vega, assim como o Diana, são opções perfeitas, com decoração elegante, acomodações espaçosas e confortáveis (e eu super recomendo a cabine com varanda, mesmo que o investimento seja maior), banheiros com excelentes, restaurante com comida internacional (almoço sempre self service e jantar, a la carte) e um restaurante de apoio, que funciona praticamente o dia todo. Além disso, há um spa com sauna, uma academia totalmente equipada, piscina aquecida, jacuzzi e áreas externas aquecidas para relaxamento.

O navio também conta com um auditório para palestras e workshops, permitindo que os hóspedes aprendam mais sobre a fauna, flora e geografia da Antártida com especialistas. Todos eles, inclusive, nos acompanham em durante as expedições. A cia prioriza o aprendizado e a educação, oferecendo um programa robusto de palestras e workshops a bordo. Os passageiros têm a oportunidade de interagir com cientistas, fotógrafos e guias especializados, que compartilham conhecimentos e histórias fascinantes sobre a Antártida. É incrível!!

Fotos: Andrew Miller


O navio foi construído com a mais avançada tecnologia ecológica, incluindo um sistema de propulsão híbrida que minimiza o impacto ambiental. Possui casco reforçado para gelo (Classe Polar PC5), o que permite navegar em condições desafiadoras com segurança e eficiência. Além disso, o navio é equipado com tecnologias de redução de emissão de poluentes, alinhando-se às rigorosas normas ambientais das regiões polares.

Outro ponto importante é a internet, que funciona 100% bem. Ela é gratuita para redes sociais, mas é paga, por dia, para acessar e-mails e aplicativos de banco. Não é barato, mas dá para usar por 24h em caso de necessidade.

Para encerrar este texto, RECOMENDO esta viagem para aqueles que, sem dúvida alguma, buscam uma grande aventura e que desejam explorar os últimos grandes locais inexplorados da Terra, respeitando sua fragilidade e singularidade. 

E qual foi a minha maior aventura durante a viagem? O famoso Polar Plunge! O mergulho polar é uma tradição e é inesquecível! Tudo acontece com a supervisão da equipe, com segurança e nunca houve nenhuma fatalidade... pode confiar em mim. Você não se arrependerá!!!


 

 

 

 

 

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